A oportunidade perdida

Política é percepção e, no caso de Bragança, vale a pena olhar para a realidade autárquica para tirarmos algumas conclusões.
Dos candidatos autárquicos conhecidos sabemos que o actual presidente da câmara concorre pela quarta vez consecutiva.
Argumentos diversos sustentam esse facto, ficando a percepção de um aferroar ao poder que nem sempre será o mais circunspecto.
Seja qual for a organização, partido, empresa ou instituição, a renovação é, sem dúvida, o instrumento de excelência para o progresso.
A renovação permite uma percepção diferente da realidade e consequentemente uma inovação que o mais das vezes só traz vantagens.
Num momento de crise devemos saber fazer mudanças ou permiti-las, para que tudo não fique na mesma.
O legado da obra desta presidência, discutível ou não, é uma realidade, bem perceptível, por sinal.
Restava agora iniciar outras “empreitadas”, que exigem sem dúvida outra percepção das nossas necessidades.
A passagem de testemunho e cedência às novas gerações, dentro da organização partidária, seria a maior prova de abdicação e grandeza política, mas que raras vezes se verifica, evidentemente.
E este seria o único momento para isso, pois legalmente este presidente, caso vença as eleições, cumprirá o seu último mandato.
Esta foi a oportunidade perdida para a passagem voluntária de testemunho a outros a quem certamente não faltará vontade e percepção.
Não há uma segunda vez para deixar boa impressão, e também essa oportunidade se perdeu.
Nota: mas isto é só a minha percepção.
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