O JOGO

Publicado Quinta-feira, 5 Maio 2011 por Telmo Cadavez
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Há um jogo cuja cartilha os portugueses já conhecem bem, mas que este ano se afinou um pouco mais: é jogo do “VOCÊ DECIDE”. E este jogo tem um baralho cheio de argumentos que ao longo dos últimos tempos foram particularmente hilariantes. Vamos então analisar os naipes de cada um dos principais jogadores nestes tempos mais conturbados para ver os pontos que o público lhes atribui brevemente:

NAIPES DO PS: “o pacote de medidas da Troika é bom.., mas o PEC 4 era melhor; agora, se o PSD acha que as medidas da Troika são boas para o país, então nós diremos que tem as medidas do PEC 4, logo o PSD é mau para o país porque não o quis (o PEC4), muito embora nós fizéssemos o nosso melhor para não ter cá a Troika”.

NAIPES DO PSD: “o PSD deu várias oportunidades ao governo para levar o país avante num momento de crise. O Governo sempre recusou a possibilidade de pedir ajudar porque afirmou que as contas públicas estavam controladas, e por isso, também, o PSD aprovou um orçamento e alguns PEC´s. O governo afirmou há cerca de um ano que, quando os juros da dívida soberana atingissem os 7% estava na hora de pedir ajuda, mas isso verificou-se e a recusa em pedir ajuda manteve-se até os juros terem atingindo quase 11%. O PSD, então, recusou dar a mão a este governo incompetente e mentiroso e por fim precipitou uma crise que, no fundo, se mostrou realmente útil ao país, pois a ajuda externa vai eliminar o regabofe (expessão roubada) das contas públicas que o governo sempre alimentou e vai reformar, minimamente, o Estado como nunca o governo fez em 6 anos”.

AGORA O JOGO ACABA E VOCÊ DECIDE

O sobressalto.

Publicado Sábado, 12 Março 2011 por Telmo Cadavez
Categorias: Sem categoria


Manifestamente incrível a comunicação do primeiro-ministro, sr. José Sócrates, do novo PEC à Nação: desta feita o ardil continua, pois as novas medidas tiveram o aval e festas no pêlo dos parceiros da UE e da própria Comissão. Estamos bem obedientes ao directório germânico desta vez… Já nem parecemos o país com 800 anos de história e plenamente soberano que há pouco mais de uma semana o mesmo sr. Sócrates, com o conhecido ardil, anunciava nos bolinhos com café à mesa da sra. Merkel.

Nuns dias somos soberanos e isso é dito à boca cheia pelo primeiro-ministro e na semana seguinte, somos os meninos obedientes e de bolsos cada vez mais vazios. Os portugueses têm de tomar consciência de que o PEC, inevitável (por causa das asneiras graves do governo) podia ter medidas que não passassem por mais impostos e sacrifícios a impor aos cidadãos. O Estado, ou parte do Estado (a que não interessa) tem de começar também a contribuir! Há de facto limites para os sacrifícios que podem ser pedidos aos portugueses!

É aqui que reside a verdade da política actual. O Estado tem de emagrecer, deixando de comer da panela rapada do orçamento com comboios vorazes, parcerias “público-gordo-privadas” e outras arquitecturas económico-financeiras ruinosas! E tudo isto acontece no meio de um terramoto trágico no Japão, cujas notícias abafaram consideravelmente o anúncio antecipado do próprio PEC, coincidindo com aqueles factos.

Não sei se alguém se lembra, mas antes destas gerações apertadas…, já há 8 anos atrás alguém dizia que “o país estava de tanga”. Na altura ninguém ligou.

Portanto há que ouvir bem alguns avisos:

sobressaltem-se…

Encalhado junto à costa

Publicado Quinta-feira, 12 Agosto 2010 por Telmo Cadavez
Categorias: Sem categoria

Uma conclusão da OIT: “a taxa mundial de desemprego jovem atingiu em 2009 o nível mais alto da história”. Este mundo anda bem desequilibrado de facto. Olhando para Portugal vemos tanto “mar” e tanta “terra”… Só o interior representa mais de 70% da superfície do território nacional. E o ”mar” (ZEE incluída) uma fatia também muito substancial de recursos. E a verdade é que o país vive todo numa estreia faixa entre o “mar” e a “terra”, ou seja, na zona costeira. O ano de 2008/2009 foi um marco na história da humanidade porque pela primeira vez mais de 75% da população mundial vive junto à costa. É tudo tão preocupante…: tantos recursos (da floresta à riqueza marinha) e ao mesmo tempo tanto desperdício e desaproveitamento… Tantos jovens concentrados e encalhados nessa costa de multidões, simultaneamente de costas para o “mar” e de costas para a” terra”. Não conheço nenhuma política (digna desse nome) de verdadeiramente ter criado estímulos (fiscais, sociais, de habitação, económicos… e podia dar tantos exemplos concretos) para a fixação de jovens no interior, na “terra”. E muito menos estímulos que nos liguem mais ao “mar”. É mesmo caso para reinventar ditados/clichés de verão: “há terra e mar, há litoral, ir pra lá e lá ficar….”. TC

….o que fica

Publicado Terça-feira, 24 Novembro 2009 por Telmo Cadavez
Categorias: Coisas com nível

Sitiados meus amigos…. é isto que fica, uma recordação de um dos melhores sons  lusos de 8o.

E uma homenagem ao desaparecido mentor de um estilo muito original: parabéns João Aguardela…

e obrigado por esta magia de um sonho que fica.

Um buraco no monte

Publicado Quinta-feira, 15 Outubro 2009 por Telmo Cadavez
Categorias: Interessante

Diablo Crater

 
Diablo Crater, Arizona, USA

Em Portugal, muito do que é vestígio do passado, daquele muito remoto, tende mesmo a cair no esquecimento, como o tempo por regra se encarrega de provar. E muito desse património, por mero abandono, vai sendo vítima da erosão, do descuido e da passividade. Desde grutas a necrópoles, antas, calçadas romanas, pontos de interesse geológico até aos inúmeros castros que já ninguém sabe onde ficam, a lista é extensa.

Para quem tenha interesse em contabilizar estes exemplos, basta dar um saltinho até ao link: www.igespar.pt e pesquisar em “património”, funcionalidade esta bem útil e meritória por ser bastante completa e pormenorizada. Mas em Portugal ser proprietário de terrenos onde se encontrem vestígios deste tipo pode dar muitas dores de cabeça e tantas outras chatices burocráticas, que não passam com uma simples aspirina.

Seria bom conciliar mais os interesses privados e públicos, de uma forma razoável, para estimular os próprios privados a proteger, conservar, recuperar e até explorar comercialmente ou turisticamente esse património. Os impedimentos a isto são bastantes, como se sabe.

Como antítese desta nossa condição vale a pena olhar para um exemplo estrangeiro, a título de curiosidade e para reflectir sobre o assunto. Este exemplo vem do estado do Arizona, nos Estados Unidos da América, onde existe uma cratera criada pelo impacto de um meteorito há cerca de 50 000 anos atrás.

Esta cratera, também apelidada de Diablo Canyon (ou Barringer Crater) impressiona pelo facto de ter 1,5 km de diâmetro, mais de 170 metros de profundidade e um anel circundante com cerca de 45 metros de altura. O local onde se encontra ajuda à sua mística, já que se trata do deserto do Arizona onde a terra e as rochas têm tons de um vermelho marciano, criando a ilusão de que nos encontramos verdadeiramente noutro planeta.

O meteorito que impactou nesse local, e de que ainda restam alguns pedaços consideráveis, tinha mais de 30 toneladas e era constituído sobretudo por ferro. Tudo isto para dizer que de facto estamos perante património natural valiosíssimo.

Curioso é o facto de esta cratera ser propriedade privada, da família Barringer, dona de uma vasta área naquele local que explora turisticamente através da Barringer Crater Company. O que seria equivalente a termos por cá um sociedade comercial proprietária de património natural tão valioso como por exemplo a Lagoa das Sete Cidades. Algo impensável, claro.

Mas se há dezenas de milhares de anos um meteorito tivesse visitado terras hoje lusitanas (até nisso os americanos têm sorte…) a verdade é que talvez a burocracia, o desleixo e a passividade se encarregassem de transformar esse património naquilo a que muita gente iluminada chamaria apenas de um buraco no monte.

Para quem pretender saber mais sobre o assunto:

http://www.meteorcrater.com/

http://www.barringercrater.com/

http://www.youtube.com/watch?v=_M2X99D_RLY

WhoMadeWho

Publicado Domingo, 23 Agosto 2009 por Telmo Cadavez
Categorias: Coisas com nível

Por cá, muitas das revelações da tendência da música de dança passam na Antena 3.
Mais especificamente no programa “Caixa de Ritmos”, sob o lema: “porque a música de dança também é para ouvir“.
Fica esta, de um grupo dinamarquês:- os “WhoMadeWho” – com o tema “Keep Me in My Place”. Original.
Ouçam com um bom subwoofer!

Concerto do ano

Publicado Quarta-feira, 12 Agosto 2009 por Telmo Cadavez
Categorias: Coisas com nível

Sem dúvida um concerto espectacular: os Faith no More, que já não actuavam há anos.

Aliás, já praticamente nem existiam, até se “reorganizarem” só para vir actuar agora a Portugal, onde deram o seu último concerto há uns bons 11 anos atrás.

Voltaram ao “local do crime” e com muito sucesso!

Fica uma das músicas que tocaram no Festival Sudoeste no dia 8 de Agosto e que eu testemunhei…:

Selfish love

Publicado Domingo, 2 Agosto 2009 por Telmo Cadavez
Categorias: Interessante

Agora que estamos no Verão:

muita discoteca, calor, dança, praia… etc, … fiquem a saber, se ouvirem por aí, que esta “dance song” é de um DJ português chamado Pedro Cazanova.

Sim, cá também se faz boa música desta, e que passa em muita discoteca lá fora, como podem ver nos comentários no YouTube.

Só é pena o vídeoclip… podia ser melhorzinho.

Enfim, mas o que interessa é o ritmo.

Boa disco!

Bebés a mais

Publicado Quinta-feira, 30 Julho 2009 por Telmo Cadavez
Categorias: Diversos

stork

Políticas de incentivo à natalidade são miragem entre nós. E eram tão necessárias, particularmente no interior do país, que vale a pena pensar a sério em medidas realmente eficazes, para converter os inúmeros idosos deste país também em avós.

Quem quer ter bebés faz muito bem, e quem não quer faz bem também. Isto para dizer que não é de juízos que devemos aqui tratar, mas sim de como estimular a natalidade para que não seja vista, social e economicamente, como um ónus pesado para as famílias.

Muitas autarquias, e também o governo, foram adoptando medidas de estímulo, concedendo pequenos apoios financeiros aos casais com bebés, ou a estes mesmos, como se vê na recente medida da conta bancária com duzentos euros para os recém-nascidos.

Mas no fundo, e apesar do esforço meritório, não passam de pequenos grãos que dificilmente germinam políticas de luta contra a baixa natalidade e, por arrastamento, em nada contribuem para evitar a desertificação do interior.

Ora, o exemplo que vão ter oportunidade de ler a seguir seria uma utopia se não fosse uma realidade bem evidente num país de leste, a República Checa, desde Maio de 2004 parceira desta união tão europeia e igualitária como, por exemplo, o caso do nosso imposto automóvel.

Passemos então aos bebés: a República Checa é um país com uma área semelhante à de Portugal e com uma população de cerca de dez milhões de pessoas, portanto também como nós. Mas as medidas de incentivo à natalidade são algo verdadeiramente impressionante naquele país.

A licença de maternidade para uma mulher trabalhadora é de dois ou três anos, escolhendo a mãe o período que mais lhe convier. Nos primeiros seis meses dessa licença recebe na mesma o seu salário e a partir daí em diante recebe um apoio do Estado. Este apoio é um valor fixo que se distribui até ao final dos dois ou três anos de licença, conforme opção da mãe.

Claro que receberá uma média mensal menor se optar pelos três anos, e maior se optar pelos dois. Além disto, a mãe trabalhadora antecipa a reforma em dois anos por cada filho, portanto se tiver dois filhos reforma-se quatro antes do previsto. E não convém esquecer que na República Checa a regra geral é que as mulheres se reformam não aos sessenta e cinco anos, como os homens, mas antes aos sessenta. Portanto agora é fazer as contas.

Numa visita à capital, Praga, ou a qualquer outra cidade deste país, rapidamente se sente a matemática desta política, pois passeiam muitas mães jovens com dois e três filhos, todos ainda muito novos e com pequenas diferenças de idade entre eles. Os bebés ali não são um ónus, mas sim o verdadeiro futuro daquela nação.

Apenas um problema se reclama e destaca devido ao facto de as mães passarem um largo período fora do contexto laboral e no regresso à organização necessitarem de bastante tempo para nova adaptação, nem sempre fácil. É este o único senão desta política de natalidade de que algumas empresas se queixam.

Talvez isto fosse uma medida radical de mais para Portugal, mas sensata ao mesmo tempo, porque de facto na República Checa, nesta matéria, apenas se podem queixar do choro e berraria de terem bebés a mais.

Nota: não esquecer que a República Checa já ultrapassou Portugal no contexto da União Europeia.

A oportunidade perdida

Publicado Sexta-feira, 3 Julho 2009 por Telmo Cadavez
Categorias: Diversos

Percepção

Política é percepção e, no caso de Bragança, vale a pena olhar para a realidade autárquica para tirarmos algumas conclusões.
Dos candidatos autárquicos conhecidos sabemos que o actual presidente da câmara concorre pela quarta vez consecutiva.
Argumentos diversos sustentam esse facto, ficando a percepção de um aferroar ao poder que nem sempre será o mais circunspecto.
Seja qual for a organização, partido, empresa ou instituição, a renovação é, sem dúvida, o instrumento de excelência para o progresso.
A renovação permite uma percepção diferente da realidade e consequentemente uma inovação que o mais das vezes só traz vantagens.
Num momento de crise devemos saber fazer mudanças ou permiti-las, para que tudo não fique na mesma.
O legado da obra desta presidência, discutível ou não, é uma realidade, bem perceptível, por sinal.
Restava agora iniciar outras “empreitadas”, que exigem sem dúvida outra percepção das nossas necessidades.
A passagem de testemunho e cedência às novas gerações, dentro da organização partidária, seria a maior prova de abdicação e grandeza política, mas que raras vezes se verifica, evidentemente.
E este seria o único momento para isso, pois legalmente este presidente, caso vença as eleições, cumprirá o seu último mandato.
Esta foi a oportunidade perdida para a passagem voluntária de testemunho a outros a quem certamente não faltará vontade e percepção.
Não há uma segunda vez para deixar boa impressão, e também essa oportunidade se perdeu.

Nota: mas isto é só a minha percepção.


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